bandeira do Brasil

Uma mensagem ao Brasil

Nação amiga,

Quanto mais produzo no que chamamos de “mídias sociais”, mais me familiarizo com o aspecto prático do que a Esquerda chama de soberania.

Muita gente constrói uma vida em seu núcleo familiar com valores diversos, mas nem sempre muito flexíveis e abertos ao contato com o outro. Essa noção básica sempre foi vista por mim como um impedimento ao crescimento pessoal; mas, ao me especializar no ensino de adultos em funções corporativas, tive que ouvir o “outro lado”, dos empresários, geralmente alinhados à Direita.

Eu enxergo dois problemas somados: 1) a intolerância, que toma dimensões pouco estudadas (e que eu me propus a navegar e trazer luz a respeito) desde a primeira adolescência ou até mesmo antes disso, talvez ditada por uma sociedade que não soube o que fazer para impedir o tecnofascismo aparelhado pelo monitoramento dos sistemas punitivos do mundo, desde o sistema financeiro até o reconhecimento facial; 2) a conivência e alienação do caráter, em favor não somente da renda essencial e digna, mas da ascenção socal e da participação que não é nos diálogos de problemas do povo, mas sim dos projetos de poder autoritário dos monstros que governam para matar.

Aprendi que a juventude tem muito a dizer na internet, mas costuma abaixar a orelha para os pais.

Aprendi também que, aos meus 36 anos, os episódios da minha vida em que eu poderia ter me tornado pai, em 2011 e 2015, com minhas parceiras Olívia Fortes e Paula Lins, acabaram por me trazer uma desconexão com o sentido da vida e as expectativas de pessoas demais para elencar, e algumas das sensações foram registradas em formato artístico; outras, tratadas por medicação e enfermeiros de emergência; outras ainda, com choro e arrependimento, dor e sofrimento profundos e intensos.

As pessoas que conheci na web, muitas que demonstram apoio à minha maneira de pensar e viver a vida, podem não conhecer a realidade crua, mas já ouviram relatos que outras, presencialmente, escolheram não dar devida atenção. Apesar de estarem no passado, Suzan Vroon, Julianna Brazil, Emma-Claire West e Melissa Roddey “participaram” da minha vida, e eu gostaria de salientar que nada do que tratamos se deu no sentido de melhorar capacidades comunicativas para fins profissionais, ou mesmo para aderir a um movimento social, trend ou coisa do tipo: foram histórias de amor, que se transformaram em circunstância e acabaram gerando impedimentos difíceis de contornar.

Na minha vida rotineira, procurei sempre a informação de credibilidade, com a clareza que precisei encontrar nos momentos mais sombrios das nossas vidas para saber o que importava para quem era vulnerável, e não pensava ou falava de trilhões de dólares.

É inevitável dizer que, na tentativa de conexão, há uma bifurcação teórica entre o ganho e a perda, mas a procura importa mais — e ela passa por processos determinados por algoritmos, os quais hoje são dominados por uma chamada “inteligência artificial” que pouca gente parece ter entendido que feriu definitivamente a ideia mais forte do convívio em sociedade, que é a do consentimento.

Quando se fala em não fazer aos outros o que não se deseja que façam com você, trata-se de respeito básico.

O Marco Civil da Internet já trouxe esse debate em tempos de importantes desenvolvimentos, passando pela ideia de “honra e dignidade”.

Algumas pessoas do corpo legislativo do Brasil oscilaram entre banir redes outrora populares e representativas da nossa cultura, sequestradas e arquitetadas para fins de dominação de fetichismo bélico com leves traços de ficção científica, e trazer às novas gerações um arcabouço de proteções contra o visível aumento de casos de violência do mundo real e do virtual, mas deram condições para que, numa demonstração de miopia social, o sexo fosse criminalizado.

Dadas essas circunstâncias, precisamos nos organizar para construir diálogo avançado, ao mesmo tempo em que nos voltamos às massas e juntamos pessoas que têm preocupações menos ideológicas à luta para a liberdade e o fim das hostilidades baseadas em avaliações que aparecem tanto no alto escalão, que pune com o genocídio e ameaça ou aplica o bombardeamento, ou nos níveis mais baixos da dinâmica do mundo conectado, com práticas como, com o perdão dos neologismos, sextortion, slut-shaming, phishing, malware, spyware, roubo de dados, falsidade ideológica, golpes de todos os tipos, spam, scam e tantos outros crimes cibernéticos — que não são dados prioridade para se fazer uma caça às bruxas em uma sociedade que, salvo correção, quer se expressar livremente, criativamente e libidinosamente (que é um direito fundamental previsto por lei, mas além de tudo, uma determinação biológica).

Aos inimigos do sexo, não atrapalhem a nossa felicidade.

Aos inimigos da democracia, não atrapalhem nossa independência intelectual.

Aos inimigos do imperialismo norte-americano, paciência e escuta para a realidade do povo, com atitude o sufiente para defender quem sofre em território estadunidense, ou é condenado e mesmo assassinado por órgãos como o ICE, vigiado pelo FBI e pela CIA, impedido de fazer planos ou mesmo se comunicar pela NSA e pelo DHS.

Aos globalistas, fé.

Aos ateus, bons estudos.

Aos cristãos, discernimento.

Aos brasileiros e brasileiras, boa sorte.

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